O fio condutor desta edição
A e-bike começa a deixar de ser apenas um produto recreativo e ganha espaço como ferramenta de trabalho, ativo financiável e mercado de serviços. Ao mesmo tempo, importações, novos canais e a pressão sobre estoques estão mudando a forma como fabricantes, distribuidores e lojas precisam operar.
Sinal para acompanhar
O valor tende a migrar do produto isolado para o ecossistema: crédito, distribuição, peças, oficina, bateria, garantia e recompra.
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85 mil e-bikes: quem vai fabricar a nova frota do delivery?
O financiamento aprovado pelo BNDES para a Tembici coloca a ciclologística em uma escala inédita no país. A questão deixa de ser apenas “quantas bikes?” e passa a envolver quem fornecerá quadros, motores, baterias, componentes e manutenção.
Por que importa: contratos de grande volume podem acelerar padronização, produção local e demanda recorrente por peças e serviços.
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A China está redesenhando a oferta de bicicletas no Brasil?
As importações de bicicletas completas cresceram de forma expressiva entre 2024 e 2025, enquanto o avanço das elétricas amplia a relevância das cadeias asiáticas. O próximo passo é olhar não apenas volume, mas preço médio, origem, categoria e concentração por importador.
Por que importa: mais oferta importada pode pressionar preços, margens e estratégias de estoque — especialmente nas faixas de entrada e intermediária.
3
O crédito chegou às e-bikes. A bike shop entra nesse negócio?
O Move Brasil inclui financiamento para entregadores adquirirem motocicletas, ciclomotores e bicicletas elétricas para uso profissional. Isso abre uma discussão importante: quem fará a venda, montagem, entrega técnica e pós-venda desses veículos?
Por que importa: o crédito pode destravar demanda, mas o benefício para o varejo dependerá de como lojas e fabricantes serão integrados ao canal.
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Shimano Fest: mais que lançamentos, um termômetro do varejo
Os dias 20 e 21 de agosto são dedicados aos profissionais do setor. O evento é uma oportunidade para medir intenção de compra, política comercial, estoques, novas representações e expectativa dos lojistas para o segundo semestre.
Por que importa: ouvir dezenas de lojistas no mesmo ambiente pode revelar mais sobre demanda real que uma sequência de lançamentos de produto.
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A crise da Accell e a lição sobre estoque
A Accell Group, dona de marcas como Raleigh, Lapierre, Haibike e Ghost, entrou em processo de insolvência após anos de ajuste no mercado europeu. O caso simboliza os riscos do excesso de estoque criado durante o boom da pandemia somado a dívida e demanda mais fraca.
Por que importa: giro de estoque e capital de giro podem ser mais decisivos para a saúde do negócio que faturamento nominal ou crescimento de portfólio.
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5 números para entender a direção do mercado
Crédito para mobilidade profissional, expansão potencial de frotas elétricas, crescimento das importações e maior presença de e-bikes nas lojas compõem um quadro em rápida transformação. O valor está em acompanhar esses indicadores de forma recorrente, não isolada.
Por que importa: cruzar crédito, importação, vendas, produção e presença das elétricas ajuda a separar tendência estrutural de ruído de curto prazo.
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A oficina está preparada para a eletrificação?
Mais da metade das lojas pesquisadas pela Aliança Bike já vende bicicletas elétricas. Conforme cresce a base instalada, entram em cena diagnóstico eletrônico, baterias, garantia, atualização de firmware, segurança e disponibilidade de peças.
Por que importa: a venda da e-bike é apenas o início da relação. Quem dominar o pós-venda pode construir recorrência, fidelização e vantagem contra marketplaces.